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12.20.2005

Desmistificar os vegetarianos


A maioria das pessoas imagina os vegetarianos como indivíduos magros, de ar tristonho e pele macilenta. Por vezes olham-nos de lado, como se fossemos pessoas de estranhos hábitos vindos de uma terra distante, ou então dirigem-nos um olhar compassivo que se traduz no pensamento: ah, coitado, é vegetariano.

Nada podia estar mais errado! Nós vegetarianos temos muito sangue na guelra, bom humor e alguns de nós até bebem cerveja e comem batatas fritas afogadas em Ketchup, como os comuns mortais.

Existem vegetarianos de toda a espécie e feitio: as mamalhudas (Pamela Anderson) os ditadores (Hitler), os pacifistas (Gandhi), os atletas (Martina Navratilova), os génios (Einstein), os músicos (Moby), os duros (Clint Eastwood), os santos (Dalai Lama), os intelectuais (Emile Zola) os inconformistas (Bob Dylan), os roqueiros (Brian Adams), os visionários (H.G.Wells), os atormentados (Kafka), os homossexuais (K.D. Lang), os gordos (Montserrat Caballe) e as pessoas normais como eu!

Existem pessoas que pensam que nós não gostamos de comer, apenas porque temos um menu diferente. Isso é completamente errado! Eu sempre gostei de comer e às vezes, quando o petisco é realmente delicioso, posso repetir duas ou três vezes até quase sentir o estômago a rebentar. O facto de não comermos bifes, chouriço ou costeletas, não faz com que tenhamos que comer comida sensaborona e insonsa. Pelo contrário! Existe toda uma vasta gama de iguarias por explorar e provar que podem satisfazer tanto ou mais do que a carne. Penso que nesta área o céu é o limite, assim como a imaginação do cozinheiro.

Alface?!?! Tomate?!?! Isso é para os novatos! Basta irmos à praça e olhar em nosso redor para avaliarmos a dimensão das ofertas.

Em relação às bebidas alcoólicas, é verdade que alguns vegetarianos não bebem, mas isso também se aplica a pessoas que comem carne ou peixe. Acho que é mesmo uma questão de opção, mais relacionada com a personalidade do que propriamente com a alimentação.

Pessoalmente gosto bastante de vinho e delicio-me completamente com um belo Dão e uma tábua de queijos. Eu também gosto muito de cerveja, no Verão umas belas cervejinhas acompanhadas por pratinhos de tremoços são uma delícia! Sou capaz de beber quantidades que fazem corar um estivador do Cais do Sodré.

Apesar de tudo, posso dizer que as coisas estão muito diferentes desde há uns anos para cá. Este Natal comemoro 7 anos de vegetarianismo e sinto que a surpresa das pessoas é menor e as ofertas em restaurantes tradicionais maior. Isto demonstra uma verdadeira evolução na mentalidade dos portugueses que me agrada.

Também se sente uma maior preocupação em conquistar este novo target, a consequência disso sentiu-se na proliferação de restaurantes vegetarianos um pouco por todo o país, mas especialmente na capital, e na existência de restaurantes vegetarianos nos maiores festivais de rock que decorrem no Verão.

São mudanças que me deixam muito satisfeita, porque são um sinal de evolução dos tempos e significa que estamos no bom caminho... acreditem.

Vai uma cenourinha?

11 Comentários:

  • Às 3:13 da tarde , Anonymous Anónimo disse...

    Falta também uma coisa importante, os vegetarianos devido à sua dieta embora não tenham uma força bruta têm mais resistencia, o que os faz correr mais que o Forrest Gump e aguentar mais que o John Holmes.

    beijinhos vegans de um tipo sem personalidade juridica.

     
  • Às 3:17 da tarde , Blogger blimunda disse...

    é verdade cada vez existem mais restaurantes vegetarianos em lisboa, o que muito me agrada, eu que devo ser uma vegetariana a 60%...o último que descobri foi o jardim dos sentido junto à praça da alegria e gostei bastante. vai actualizando-me sobre o tema que já sabes que me interessa.

     
  • Às 3:23 da tarde , Blogger Riky Martin disse...

    Eu quero é que tu te lixes com a merda do vegetarianismo. Seres vegetariano é contra natura. Os humanos são naturalmente hominívoros. Dos nossos dentes à nossa flora intestinal, todo o nosso organismo está preparado para devorar, mastigar, engolir, digerir e defecar carne entre outros compostos. Apagar uma parte da nossa alimentação em função de uma ética contrária à nossa natureza é no mínimo ingenuidade ideológica. Vegetarianos são os bovinos.

    O Bob Dylan já não é vegetariano. Desde 91 que voltou a comer carne. O homem não come é porco, pró razões culturais e religiosas.

     
  • Às 3:24 da tarde , Blogger Riky Martin disse...

    chimarrão

     
  • Às 3:32 da tarde , Blogger pitangajazz disse...

    Como é que sabes com tanto pormenor que foi em 1991 que o bob dylan voltou a comer carne? Deste-lhe chouriço?

     
  • Às 3:52 da tarde , Anonymous Anónimo disse...

    Já que falamos em contra-natura queria aqui referir uma das coisas mais contra-natura que a nossa sociedade tem mas que parece que todos aceitamos de bom grado... a monogamia. O ser humano tal como todas as espécies têm por objectivo supremo a sua reprodução pois é assim que a espécie garante a sua continuidade. Logo a monogamia é um rude golpe, ou um pontapé nos testículos, dos objectivos da especie. Claro que se andássemos todos a fornicar freneticamente e a comer carne o planeta não iria suportar tal carga demográfica e de consumo de recursos naturais, e daria-se um boom seguido de um crash. Penso que alguém que assina com um pseudónimo que nos leva a deambular por universos do brilhantismo como é o riky martin devia saber disso.
    Livin la vida loca, Come on!
    She's livin la vida loca.

    O facto de sermos omnívoros dás-nos a capacidade de decidir o que comemos sem problemas de maior, porque o que nos distingue acima de tudo dos outros animais é a nossa racionalidade e não o nosso aparelho digestivo.

    filipe correia

     
  • Às 8:02 da tarde , Blogger Riky Martin disse...

    Caro Filipe Correia, primeiro, vou esclarecer-te sobre alguns pontos que te confundem de modo a que possas melhorar o teu discurso. Lê tudo até ao fim, pensa no que eu te digo e escusas agradecer-me. Faço de boa vontade.

    Objectivo da espécie: amiguinho, isso das espécies terem um objectivo é próprio dos romances de ficção científica. Devias procurar aprofundar os teus conhecimentos de biologia e perceber que a natureza não persegue objectivos mas responde a estímulos naturais. È a lei causa efeito. As espécies não têm objectivos. Os indivíduos é que inventam objectivos para si próprios. Se eu entornar açúcar aparecem formigas…. As formigas não têm como objectivo reproduzirem-se e comerem todo o açúcar do mundo.

    Sobre o que nos distingue dos outros bichinhos, ainda se esta para perceber... A ciência não encontrou ainda o gene da diferença. Se te deres ao trabalho de comparares os teus cromossomas com os cromossomas de um chimpanzé vais perceber que tens 15 cromossomas iguais para um diferente… Dos gorilas também estamos geneticamente muito próximos. Os humanos não são seres especiais postos no mundo para mandaram na natureza. Somos bichinhos como os outros e devemos viver de acordo com a nossa natureza. Objectivamente, acho que somos todos animais e temos todos direitos de viver e existir conforme nascemos, somos e desejamos ser. Tu tens tanto direito a viver com as tuas opções tal como eu tenho o direito de viver com as minhas realidades. Não tens é o direito de me tentares convencer, nem catequizar para a tua seita usando como argumentos mentiras.
    Não é racionalidade não nos distingue dos outros bichos…experiências com golfinhos mostram que também os golfinhos e algumas baleias conseguem produzir cálculo matemático. Alguns chimpanzés habituados aos humanos conseguem comunicar usando metáforas.
    Isso da racionalidade é conversa do século XVIII, do tempo em que os filósofos moralistas que justificam a existência de Deus através da bengala da auto-consciencia. È uma noção de humanidade pré-moderna essa do homem dividido entre corpo e alma. Separava-se o corpo e a alma e depois definia-se como bons os valores da alma e maus os valores do corpo. È o raciocínio medieval. O corpo é o impuro e a minha vontade é o nobre cavaleiro. Felizmente já se ultrapassou esse estádio do conhecimento. O corpo e a alma já não são entidades separadas. Não faz sentido negar o corpo em função do que definimos como bem. Não faz sentido separar o que existe uno. Não faz sentido negar a nossa biologia em função do que se acredita ser o ideal.
    Sobre a monogamia, estás obviamente a falar do que desconheces. A monogamia só existe enquanto conceito teórico e enquanto valor absoluto... Ninguém nunca, em alguma sociedade histórica viveu em monogâmicas... A monogamia não é hoje em nenhuma sociedade um valor absoluto. Mesmo nas sociedades mais conservadoras o adultério é sempre prática comum. Vou um pouco mais alem e, se me permites acho que este exemplo que deste da monogamia foi mal escolhido… ainda por cima porque confundes praticas de casamento com reprodução… procura outra forma de dizeres o que pensas… estou convencido que consegues arranjar melhor exemplo do que essa sempre eterna metáfora religiosa de comparar a carne com a fornicação. È uma metáfora demasiado batida e vagamente fundamentalista…
    A não ser que defendas também a abstinência sexual… que de resto é tão contra natura como a abstinência da carne…
    Em termos históricos devo dizer-te que estas duas abstinências estão sempre ligadas…Foram os religiosos e castos quem iniciou o vegetarianismo na Europa Medieval… Tenta ler um pouco mais de historia.
    A parte do teu discurso que me parece mais pertinente é quando falas em recursos esgotados do planeta… Aí sim acham que estas a por o dedo numa ferida colectiva que é o facto dos recursos que o planeta tem, não chegarem para todos. Claro que faz todo o sentido falar em necessidade de mudança. A carne como base de alimentação é obviamente um erro e um embuste de um determinado modelo de desenvolvimento. Mas para acabar com esse modelo de desenvolvimento não basta deixar de comer carne. È nesse sentido que eu acho ingénua a atitude politica do veganismo: como se o boicote à produção de carne como alimento base pudesse mudar alguma coisa nas sociedades ocidentais. È tentar parar o fluxo de uma barragem com um penso rápido. Não é resposta válida.

    Por ultimo relativamente ao Pseudónimo com que assino, acho pouco elegante da tua parte o comentário… pouco elegante porque desnecessário. Estava a trocar ideias com uma bloguer que conheço e sou amigo.
    Não estava a fazer-te nenhum ataque pessoal.
    Depois de te ter lido, imagino-te um rapazinho com dificuldade em amar e ser amado, um indivíduo emocionalmente fraco, com problemas de aceitação e integração, com tendências místicas e uma homossexualidade reprimida onde a sensibilidade que tens à flor da pele foi toda transferida para as grandes questões do espírito. È assim que eu acho que tu és, de qualquer maneira não vou atacar-te por seres assim.
    Acho que tens todo o direito a ser como és. Respeito-te tal como és. Tal como exijo que me respeites mesmo sabendo que vou comer picanha em sangue e que assino como Riki Martin.
    Bem hajas e continua a preocupar-te e a pensar.
    Para a próxima pensa um pouco mais antes de me responderes.

     
  • Às 12:13 da manhã , Anonymous Anónimo disse...

    olha só para dizer que GANDAS MAMOQUINHAS QUE A GAJA TEM!
    beijocas linda e boa sorte para o blog
    valu***

     
  • Às 8:02 da tarde , Anonymous Anónimo disse...

    oioi titia...estive a ler o que tu escreveste e acho que esta espectacular..é verdade apesar de ja nao ser muito comum ainda existem pessoas com uma mentalidade muito errada a cerca dos vegetarianos..e digo.te desde ja que por vontade minha tomava a opaçao de ser mais uma vegetariana..acho que a comida é muito mais saudavel e por ser vegetariano(a) nao impede que satisfaça determinados desejos pois existem para quem nao sabe alimentos vegetarianos que substituem a carne pa que satisfazem como tal...admiro todos os vegetarianos mas admiro-te mais a ti ainda por saber que tens muita força de vontade e que queres mostrar a pessoas que ainda nao estam na mentalidade "renovada" por assim dizer que ser vegetariano é algo bom...beijos e vai actualizando(andreia)

     
  • Às 6:02 da tarde , Blogger Atalaia disse...

    Só não percebo porque uma alface ou um espargo tem menos direito à vida que um camarão ou um porco.

     
  • Às 6:12 da tarde , Blogger pitangajazz disse...

    Claro que compreendes Atalaia! Não sejas tão provocador que o blog ainda pega fogo, ehehehe. Bjs e Bom Natal aí para casa!

     

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