Bloga-me com Força

Blogai e multiplicai-vos!

1.30.2006

Grande concerto!




Os Big River Johnson, nas Terras do Fim do Mundo (a.k.a. Fontanelas - Sintra), Janeiro de 2006

Foi duro...


O fim de semana foi duro... muito duro.

Aliás, não sei o que faz aquela garrafa de Coca-Cola ali sozinha e desconheço quem foi a alma que a bebeu.

1.27.2006

Corrida aos milhões!




À semelhança de milhões de europeus, em substituição dos habituais milhões de chineses, também eu já coloquei todo o meu fervor religioso nos números e nas estrelinhas do meu boletim do Euromilhões.

A euforia é geral em toda a Europa e inclusive, aqui no rectângulo, mais precisamente no Cartaxo, os populares revoltaram-se por não terem uma agência de apostas nas imediações e, por isso, precisarem de se deslocar alguns quilómetros para entregarem as suas apostas. É o delírio!

Por mim, aguardo que a divina providência ilumine o meu boletim e o milagre aconteça!

1.26.2006

A mãozinha meteorológica



Eu tenho uma mãozinha mágica que nunca falha a previsão meteorológica. Ela tem mais precisão do que os equipamentos sofisticados utilizados pelos cientistas portugueses no Instituto de Meteorologia, com a vantagens de ter as unhas limpas e a pele macia, por causa dos cremes hidratantes e outras mariquices que as gajas usam.

Então é assim: desde que me foi diagnosticada a Síndrome do Túnel Cárpico, sempre que a minha mão dói, dentro das 12 horas seguintes começa a chover.

Por isso, aqui fica o alerta para o pessoal da região de Lisboa e Vale do Tejo, amanhã tragam o equipamento impermeável senão apanham uma valente molha! É que pelas dores que estou a sentir, vai chover durante o fim-de-semana inteiro!

Mundo Bizarro: Academia Animal de Música



Abriu recentemente na Alemanha uma nova Academia de Música.

Acontece que esta é uma academia de música muito diferente das habituais. Porquê? Porque nesta academia os professores ensinam cães e gatos a tocar piano e galinhas a tocar xilofone. É verdade!

Pessoalmente, não vejo quais as vantagens de ter em casa uma versão peluda do Richard Clayderman. Então se o animalzinho tocar piano e ladrar ao mesmo tempo, isso significa sarilhos com os restantes vizinhos e, muito provavelmente, uma reunião de condóminos propositadamente organizada para discutir o tema… E todos nós sabemos que as reuniões de condóminos são o último tipo de evento social em que gostamos de participar.

Vivane Theby, dona e fundadora do "Tierakademie Scheuerhof", sita na cidade de Wittlich, no sudoeste da Alemanha, diz que o seu objectivo principal é mostrar às pessoas como comunicar com os seus animais, fazendo algo que divirta ambos.

Faço os animais aprenderem exercícios engraçados, para mostrar às pessoas que este tipo de trabalho é possível, mesmo que elas digam que é impraticável ensinar algo a um gato”, diz Viviane.

Para além das aulas de piano e xilofone, esta escola disponibiliza também aulas de dança para cães e um workshop de gatos, seja lá isso o que for!

Encontram aqui mais informações sobre esta bizarra academia.


1.25.2006

Sobre as eleições...


Tenho visto muita gente amiga manifestar-se chocada com o resultado das nossas eleições e não percebo porquê, se afinal este desfecho era previsível desde o início da campanha. São pessoas que estimo e considero bastante inteligentes e perspicazes, no entanto, em termos políticos tenho de constatar que discordamos bastante. Assim, decidi fazer uma análise pessoal aos resultados destas eleições.

Em primeiro lugar, tenho de comentar que o PS cavou a sua própria sepultura quando recuou na aposta de Manuel Alegre e avançou com um Mário Soares, essa versão humana de lobo mau disfarçado de capuchinho, para dar continuidade à sua guerra particular com Cavaco Silva. Ao fazê-lo, dividiu a esquerda e afogou-a em demasiados candidatos, comprometendo a sua vitória. É por essa razão que acredito que estes números teriam sido bastantes diferentes, se não existisse o qui pro quo Alegre/Soares, que uma vez mais desacreditou a classe política (da esquerda socialista) em Portugal.

Há quem diga que este resultado é o que mais favorece o governo de Sócrates, que afinal pouco se distingue nas suas medidas e reacções dos governos de direita, acabando a curto prazo por dar cobertura às medidas socráticas para o futuro de Portugal.

Fiquei satisfeita com os resultados do Jerónimo Martins que, felizmente, ultrapassou os valores do candidato (repelente) do Bloco de Esquerda, e vem revigorar a posição do Partido Comunista na política portuguesa. Apesar de não me identificar com a sua ideologia política, não esqueço a forte ligação que tive com este partido durante a minha adolescência, bem como as pessoas formidáveis e interessantes que conheci nessa altura. No concelho do Barreiro, uma vez mais, Jerónimo dominou a escolha dos eleitores.

Por fim, sobre o Presidente que a 09 de Março tomará posse em Belém, apenas quero dizer, tal como o próprio disse há 10 anos atrás: “deixem-no trabalhar!”



1.23.2006

MANAMANA!!!

Cliquem no PLAY e divirtam-se muitooooo!

1.19.2006

Alô, Alô Marciano!


Antenas no ar!

1.18.2006

Massa Exótica à la Cidade Sol




Isto até parece mal, mas eu sou de facto daquele tipo de mulheres que é realmente feliz na cozinha.

Cozinhar é das actividades que mais gosto e sem dúvida daquelas que me dá mais prazer e à qual me entrego com extrema dedicação. A confecção de um prato é para mim um momento quase religioso, tal como a sua posterior degustação no “altar da mesa”.

Então quando se trata de cozinhar para outros a coisa torna-se ainda mais meticulosa, porque quero proporcionar um dos maiores prazeres que existe nesta vida: saborear um bom prato de comida!

Como a maioria das pessoas que gosta de cozinhar, habitualmente invento os pratos que confecciono, com base em receitas que li ou mesmo em comida que experimentei em restaurantes e afins. Foi o que aconteceu ontem e o resultado foi tão delicioso que tenho de partilhar!

Aqui vai uma receita muito simples, rápida e extremamente saborosa:


Massa Exótica à la Cidade Sol

Ingredientes:


Alho
Cebola
Sal qb
Espinafres
Ervilhas
Ananás
Banana
Massa taglieri ou espiral

Faz-se o refogado com o alho e a cebola. Junta-se os espinafres e as ervilhas, cobrindo-os com um punhado de sal. Deixa-se cozer os ingredientes até estarem molinhos. Depois junta-se o ananás cortado em pedaços pequenos e a banana às rodelas (eu utilizei uma daquelas bananas da Madeira, porque são mais pequenas e saborosas). Mexe-se tudo muito bem, até ao ananás e a banana estarem levemente cozinhados e sempre de forma a que a mistura dos ingredientes esteja molhada. Depois, verte-se esta mistura sobre a massa previamente cozida.

Polvilhar com queijo ralado e acompanhar com um bom copo de vinho tinto.

Bon appétit!

1.17.2006

Faz dois anos...

... Que deixei o vício!!!

1.16.2006

Esta é a Teka.



A Teka vive no canil da União Zoófila e como é velhota tem menos probabilidades de ser adoptada. Por isso, para animais com a idade da Teka, o apadrinhamento é uma opção para quem gostaria, mas não pode, adoptar um cão ou um gato.

Assim, eu tornei-me madrinha da Teka!

A Teka é uma cadelinha muito meiga e sossegada. É uma exímia caçadora de ratos! Quando sai da box gosta de dar a sua voltinha, mas depois volta logo para o seu posto de sentinela. Ela gosta de ser escovada e põe-se de pernas para o ar para receber festas na barriguinha e também gosta muito de andar ao colo!

Não há dúvidas… Sou uma madrinha babada!


Apadrinhar um animal abandonado é contribuir para a protecção dos animais. Saibam que outros animais podem ajudar através do apadrinhamento em:
http://www.uniaozoofila.org//.


1.13.2006

Airbag


- Oh amor, tu nunca me elogias... vá lá... faz-me um elogio. Diz que estou bonita!

- Não sejas chata. Um elogio... oh pá... sei lá!

- Vá láááááá....

- Um elogio... humm ... tu... tu... tu tens um rabo que mais parece um airbag!

- ....

1.12.2006

Campeonato Nacional de Língua Portuguesa

O que é?

O Campeonato Nacional da Língua Portuguesa é um concurso pensado para todos aqueles que queiram usar melhor o Português, aperfeiçoar o seu conhecimento e aprofundar o gosto pela Língua. Nesta iniciativa conjunta do Expresso, do Jornal de Letras e da SIC Notícias, com o patrocínio exclusivo do BPI, os concorrentes partem à descoberta dos segredos da Língua Portuguesa, aprendendo enquanto se divertem, divertindo-se enquanto aprendem.

Quem pode participar?

Os concorrentes serão organizados em três categorias etárias: a dos menores e 15 anos; a dos 15 aos 18 anos; e a dos maiores de 18 anos.

Como participar?

A participação neste Campeonato começa com a resposta a um teste de qualificação inicial, sob a forma de questionário de escolha múltipla, com graus de dificuldade variáveis em função das categorias etárias. As respostas correctas às perguntas do teste habilitam o concorrente para as fases de apuramento seguintes.

Onde será publicado o primeiro teste de qualificação?

O teste será publicado, durante o mês de Fevereiro, no Expresso, no Jornal de Letras e nos Jornais Regionais da Rede Expresso: Alto Minho, A Voz de Trás-os-Montes, Diário As Beiras, Diário do Alentejo, diário do Minho, Diário do Sul, Gazeta das Caldas, Jornal do Algarve, Jornal do Centro, Jornal do Nordeste, Linhas de Elvas, O Aveiro, O Interior, O Ribatejo, Reconquista, Região de Leiria e Sem Mais Jornal.

Como saber se foi apurado para a fase seguinte?

A correcção do teste de qualificação inicial, assim como a listagem com o nome de todos os concorrentes apurados, estarão disponíveis em
www.expresso.pt. Todos os concorrentes apurados para a segunda fase receberão, nos endereços que tiverem indicado no boletim de inscrição, o respectivo teste de apuramento para a fase seguinte. Apenas o teste inicial é publicado nos jornais. Todas as provas intercalares de apuramento para a Final serão enviadas directamente para os concorrentes seleccionados em cada fase. O número de provas intercalares de apuramento para a Final será decidido em função dos concorrentes apurados em cada etapa.

Como será a Final do Campeonato?

A Final do Campeonato consistirá em duas provas principais: um questionário de escolha múltipla e um ditado. Os 200 concorrentes apurados para a Final disputarão esta etapa decisiva no dia 6 de Maio de 2006, na Aula Magna, da Reitoria da Universidade de Lisboa. A Final será apresentada por Bárbara Guimarães e transmitida pela SIC.

Quantos vencedores haverá e que prémios irão ganhar?

Existirão nove vencedores, três em cada categoria etária, que receberão produtos oferecidos pela Porto Editora e viagens a locais culturais. Os 200 finalistas receberão também produtos da Porto Editora.


Mais informações aqui.



1.11.2006

Os escritores da minha vida – Ernest Hemingway (1899-1961)

Não é fácil falar de Ernest Hemingway. Penso que devia ser um daqueles tipos pelos quais jamais sentimos indiferença, ou amamos ou odiamos. No meu caso, indiscutivelmente, estou mais virada para amá-lo.

Hemingway é daquele tipo de pessoas com a qual eu me imagino a beber uns copos e a ter uma conversa interessante. Apesar da sua paixão pela caça e da sua afición pelas touradas, actividades pelas quais nutro o mais profundo desprezo e até repugnância, acho que foi um homem fascinante, intenso e extremamente sensível. Talvez um pouco obcecado por demonstrações de virilidade o que, aliás, ajudou a contribuir para a sua fama de provocador.

Hemingway não teve o percurso de um americano comum. Era um homem de acção para quem o culto pelo desporto e pela virilidade acabaram por se tornar cansativos. Tornou-se famoso pelo estilo de vida aventureiro, sempre fascinado pelo perigo e pela vida selvagem. Na juventude, decidiu não frequentar a universidade e exercer jornalismo, revelando a rebeldia que sempre o caracterizou. Ainda muito jovem, inscreveu-se como voluntário na Cruz Vermelha para participar na Primeira Guerra Mundial. É a época das suas grandes experiências europeias, durante a qual duas das suas grandes paixões são despoletadas: Espanha e França.


Trabalhou como correspondente de guerra, durante a Guerra Civil Espanhola, dedicando-se a uma vida turbulenta e alcoólica. Hemingway tornou-se um mestre de jornalismo e aplica nos seus romances, com sucesso, o mesmo estilo de prosa conciso e exacto.


Entre os seus livros contam-se algumas obras-primas: The Sun Also Rises (também chamado Fiesta), Farewell to Arms e o incontornável The Old Man and the Sea, um conto que fala-nos da luta mortal entre um humilde pescador cubano e um peixe gigantesco.

Hemingway explorou temas tão humanos quanto viscerais, tais como a morte, a coragem, a força, a guerra e é claro, o amor. Baseou-se habitualmente em experiências pessoais e as suas viagens por Espanha e África proporcionaram-lhe duas actividades que para ele se tornaram simbólicas da condição humana, as touradas e os safaris, dando-lhe matéria-prima para a construção de diversos romances.


A sua paixão por terras exóticas levou-o até Cuba, onde viveu durante cerca de 20 anos, tornando-se amigo de Fidel Castro. Em Cuba, é-lhe atribuída a criação do Mojito Cubano (bebida feita a partir de uma mistura de rum, água tónica e hortelã,) e na La Bodeguita del Medio, em Habana, as paredes estão repletas de fotografias e outras recordações do “Papá”, diminutivo carinhoso pelo qual Hemingway era tratado pelos amigos. Hemingway era também um apaixonado por gatos, o escritor chegou a ter 57 felinos, que ocupavam um torreão da sua propriedade em Cuba

Em 1954 recebe o prémio Nobel da literatura e alguns anos mais tarde, em 1961, suicida-se em casa com um tiro na cabeça.

Há uns anos atrás li uma biografia muito boa sobre ele, escrita pelo seu protegido, e amigo pessoal, A.E. Hotcher. Nessa biografia está espelhado, de uma forma bastante clara, o ambiente de constante paranóia em que Hemingway viveu nos últimos anos da sua vida, já nos Estados Unidos, devido à sua convicção de ser vigiado pelo FBI e pela CIA, por causa da sua amizade com Fidel Castro. Uma obsessão levada aos extremos que o afasta de amigos e familiares, contribuindo para a sua decadência mental progressiva e finalmente para o seu suicídio.

Os seus livros são fascinantes porque parecem seres vivos, com veias e sangue a pulsar dentro delas. São arrebatadores e falam-nos sobre a vida, com a mesma energia e velocidade com que nós tentamos vivê-la.

1.10.2006

Effervescing Alien Elephant




Music:“Effervescing Elephant"
Autor: Syd Barrett

Cliquem no PLAY para ver o video.


Os elefantes deste video são alguns dos habitantes do "The Elephant Sanctuary", existente no Tennessee, Estados Unidos da América.

Visitem o
website: http://www.elephants.com//.



1.09.2006

Agostinho e a Serra da Arrábida


Era entardecer e tínhamos acabado de chegar à Serra da Arrábida, mais propriamente à estrada da serra que conduz às diversas praias, para o nosso habitual fim-de-semana de campismo selvagem na Praia dos Coelhos. Foram muitas as noites que passámos ao relento naquela praia, sem medo de contrabandistas ou ladrões, a aproveitarmos o que a Serra tem de melhor para nos oferecer: a natureza selvagem e o seu ambiente mágico, digno das histórias de Tolkien.

Estacionámos perto da entrada que dá para a Praia dos Coelhos, à beira da estrada, quando verificámos que tínhamos trazido muitas coisas e que seria necessário esperar pelo resto do pessoal para conseguirmos levar tudo para a praia (tendas, sacos-cama, fogareiro, tachos e panelas, entre outros objectos). Por isso, decidimos dividir-nos e enquanto uns desceram até à praia, já carregados com alguma tralha, os outros ficaram na berma da estrada a guardar o carro e a fazer passar o tempo, à espera dos restantes amigos que vinham a caminho num outro carro.

Estávamos sentados na beira da estrada a fumar um charro e a beber umas cervejas, o que naquela altura eram das actividades que mais tempo nos ocupavam, e não se via vivalma há um bom tempo quando passou por nós um velhote de barba e cabelos brancos, que caminhava pela estrada sozinho, cumprimentou-nos com bastante entusiasmo e continuou a andar, sem perder o ritmo da sua passada enérgica.

Ficámos todos surpresos de ver a cena e a nossa reacção automática foi acenar também ao senhor. Quando perdemos a sua figura de vista, eu fui a primeira a exclamar: “Aquele era o Agostinho da Silva!” e desencadeou-se ali logo uma pequena euforia porque todos admirávamos aquele grande pensador português, tão especial e diferente de tudo o que conhecíamos, e sabíamos que ele vivia numa pequena aldeia perto da Serra.

Decorridos poucos minutos, passou por nós um automóvel com um casal, uma senhora brasileira e um senhor português que pararam o automóvel junto a nós e perguntaram se tínhamos visto passar por ali um velhinho, a caminhar sozinho pela estrada. Respondemos prontamente que sim e indicámos a direcção que ele havia tomado. Visivelmente satisfeitos com a nossa informação despediram-se e seguiram caminho. Passado pouco tempo, regressaram os três no automóvel e desta vez, foram os três que nos acenaram com entusiasmo, gritando obrigado pela janela.

Nunca mais esqueci este episódio e durante bastante tempo arrependi-me de não ter ido falar com o velhote que passou por nós, porque tenho a certeza absoluta de que era ele, o Agostinho da Silva. Um homem que sempre considerei iluminado e cujas obras admirei e admiro, ainda hoje.

1.06.2006

É aqui que eu quero passar o Fim de Semana!!!

No sofá azul!!!
É o que eu chamo de turismo de qualidade!
;)

1.04.2006

Amor cão

Fui o primeiro ser humano a pegar no Óscar, quando ele era ainda um cachorro vestido de pulgas e caraças, num descampado perto da casa dos meus pais. Lembro-me dele ser enorme e de quando o levei para casa ele ter enterrado a cabeça entre as patinhas, tal era o medo que estava a sentir.

O Óscar era cruzado de Serra da Estrela, tinha uns olhos amendoados que davam a ideia de terem sido maquiados num estilo egípcio, um pêlo muito longo e de cor clara. Eu costumava chamar-lhe a minha “louraça mais querida” e lembro-me muito bem quando ele regressava das suas férias de 15 dias no Algarve, trazia sempre o pêlo tão louro do Sol que quase parecia branco! Quando era cachorrinho sempre foi muito mimoso e adorava colo, mas era tão grande e tão pesado que era complicado conseguir que alguém conseguisse pegá-lo durante muito tempo.

Posso dizer que o Óscar salvou a minha vida várias vezes, porque ele apareceu numa fase em que eu já não acreditava nos “amores cães” por ter passado por uma situação bastante complicada com o meu primeiro cão, que sofria de uma doença neurológica grave e teve um desfecho de história muito triste e traumatizante para nós.

Foi a presença amiga do Óscar e a sua maneira de ser, tão bonzinho, brincalhão e ao mesmo tempo medroso, que me fez sentir pela primeira vez o que significava ter um cão que realmente faz parte da família, é fiel ao dono, brinca e participa activamente na nossa vida.

A sua ternura era proporcional ao seu tamanho e quando estava comigo ele dava-me uns beijinhos vagarosos, numa espécie de namoro, como quem aprecia o momento e isso sabia-me muito bem. Costumávamos ficar abraçados a mimar-nos um ao outro durante muito tempo, o que acabava por fazer a minha mãe gritar: “tira a cabeça de cima do cão!”.

Aaaah que saudades!

Fez um ano, no mês de Setembro, que o Óscar morreu e ainda hoje me vêm as lágrimas aos olhos quando penso nele.

No dia da sua morte lembro-me de ter bebido meia garrafa de whisky e de continuar a sentir-me triste e sóbria. Lembro-me de não conseguir parar de chorar. Aliás, durante os muitos dias que se seguiram acabava sempre por chorar, só ou acompanhada, a ausência do meu querido amigo. Aquele tipo de ausência que nos deixa um peso terrível no peito, como só a saudade de algo que se sabe que perdemos para sempre nos traz. Acho que só mesmo as pessoas que têm e amam cães compreendem ao que me refiro.

Queria por isso fazer esta espécie de homenagem ao meu querido amigo Óscar, que me deu a honra de partilhar a sua curta vida comigo. Obrigada.



Arrepios!


...Dasse! Que este gajo a tocar arrepia até os pintelhitos mais escondidos!


Goldberg Variations, BWV 988, Aria with 30 Variations
Recorded June 10-16, 1955 at New York City
Composer: Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Performer: Glenn Gould, Piano

1.03.2006

Goa ou o Guardião da Aurora



Este foi o último livro que li.

É o terceiro livro sobre a saga da família Zarco, iniciada na obra “O último cabalista de Lisboa” e depois continuada no livro “Meia-Noite ou o Princípio do Mundo, que conta-nos a fuga imposta às diversas gerações de uma família judaico portuguesa, devido às perseguições da Igreja Católica.

O autor do livro, Richard Zimler, é norte-americano e desde 1990 que vive na cidade do Porto. Como todos os escritores que se prezem já fez um pouco de tudo na vida: foi carteiro, empregado de mesa, secretário. Entretanto, estudou música, Religiões Comparadas e jornalismo. Actualmente é professor na Universidade do Porto, na licenciatura de Jornalismo e Ciências da Comunicação.

Como escritor, conta com livros traduzidos em diversas línguas, alguns dos quais verdadeiros sucessos de vendas. “Goa ou o Guardião da Aurora" é mais um livro de denúncia das injustiças cometidas contra os judeus portugueses, no qual a terceira geração da família Zarco tem de fugir, uma vez mais, às malhas da Inquisição.

Após uma actuação implacável em Portugal e Espanha, a Inquisição foi exportada para Goa e actuou de forma bastante cruel. Aliás, os historiadores pensam que este foi o local, de todo o mapa português e espanhol, onde a Inquisição foi mais terrível.

Os portugueses destruíram mais de trezentos templos hindus e também perseguiram os hindus convertidos ao cristianismo, assim como os judeus, desde 1517 até 1812. A pessoa que pediu ao rei a imposição da Inquisição em Goa foi São Francisco Xavier, que apesar de ter sido o responsável pela instauração desta “máquina da morte” foi canonizado pela Igreja. Uma Igreja lunática e cruel que, nas palavras dos habitantes de Goa na época, queimaria o próprio Jesus Cristo se este mostrasse o seu desacordo perante os métodos utilizados pelo Santo Ofício.

Este livro lesse de um só fôlego porque Zimler tem uma escrita muito viva e cativante. Para além da abordagem histórica e religiosa (ele reúne magistralmente num único cenário o catolicismo, o judaísmo e o hinduísmo), temos uma história repleta de traições, morte e vingança, num estilo policial muito inteligente, que nos prende até ao final.


Vale mesmo a pena ler!

1.02.2006

Regresso ao Yoga


Hoje retomo as minhas aulas de Yoga, depois de uma ausência demasiado prolongada para o meu gosto (devido ao extremo fluxo de trabalho neste últimos meses), no centro de yoga “Lugar da Mente”, no Barreiro.

A ausência das aulas fizeram-me sentir uma espécie de ressaca, uma sensação de necessidade extrema de retomar a minha prática de yoga e voltar a sentir aquela sensação boa do corpo moído pelo exercício físico e a tranquilidade adquirida após o relaxamento das aulas.

No Yoga, o equilíbrio entre a evolução espiritual e o esforço físico é extremamente bem feito e enganam-se aqueles que pensam que nas aulas de yoga limitamo-nos a olhar o vazio. Não senhora! Ali malha-se e a sério! Todos os músculos do corpo são trabalhados mas sempre de uma forma equilibrada, ou seja, cada exercício compensa sempre o exercício anterior, contrabalançando o esforço que o corpo faz.

O exercício ajuda-nos a encarar o nosso dia-a-dia com mais energias e defesas, ajuda-nos também a combater os excessos que cometemos e os vícios nefastos para o organismo. Para além de ser uma forma de nos sentirmos bem, fortalecemos o nosso corpo e a nossa mente. Aconselho vivamente e não vejo melhor forma de começarmos este ano!

Om Shanti



Para mais informações sobre a prática de yoga no centro “O Lugar da Mente”, por favor contactem: 212042627 / 918767672/ 932535198