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3.02.2006

Capote


Ontem fui ao cinema ver o filme “Capote” e devo dizer que foi dos melhores que tenho visto ultimamente.

O filme é uma espécie de biografia do escritor Truman Capote, camuflada pelo relato do seu trabalho de investigação durante a escrita do seu livro de maior sucesso: In Cold Blood (A Sangue Frio, 1966).


Com este livro, Capote dá origem a um novo género literário denominado non-fiction novel (romance-documentário), reconstruindo minuciosamente o crime feroz do assassínio de uma família inteira ocorrido no Kansas. Capote explora a personalidade das vítimas, dos jovens assassinos e procura encontrar a motivação que justifique o acto sanguinário. O livro é simultaneamente um penetrante estudo das incongruências dos Estados Unidos e das várias faces desta nação.

Um dos grandes componentes do filme é a forma inteligente como o realizador nos mostra a vida de Capote antes e depois da escrita deste livro. Antes da publicação de “In Cold Blood”, Capote era um exemplo vivo de criatividade e irreverência, símbolo exponente da literatura beatnick. Mais tarde, ele acaba por cair num alcoolismo irreversível e é vítima de um bloqueio criativo. Capote nunca mais conseguiu criar uma obra à altura da reputação que alcançou e em 1984 morre devido a complicações de saúde provocados pelo seu problema de alcoolismo.

Resta-me acrescentar que o actor Philip Seymour Hoffman é notável na sua interpretação de Truman Capote! Se a Academia de Hollywood lhe atribuir o Óscar de melhor actor, é sem dúvida alguma muito merecido.

6 Comentários:

  • Às 11:44 da manhã , Blogger Riky Martin disse...

    Capote beat???? desde que votaste no Cavaco que andas um bocado confundida!!!!!

     
  • Às 12:27 da tarde , Blogger blimunda disse...

    ontem lembrei-me de ti. fui almoçar a um restaurante na baixa bué vegan. chama-se mega vega e fica na rua dos sapateiros. acho. é aquela no animatógrafo... se calhar já conheces mas fica aqui a dica.

     
  • Às 12:36 da tarde , Blogger pitangajazz disse...

    Riky: ultrapassa a cena e não guardes rancores, lembra-te que eu também desenhei pilinhas no boletim de voto das ultimas legislativas, por isso nao sou assim tão ruim. A literatura e a forma de estar do capote era (por alguns) interpretada como uma forma de estar beatnick nem que seja pelas viagens e pela velha paixão pela Europa.

    Blimunda: não conheço esse! ainda bem que me deste a dica, tenho de ir explorá-lo. Come-se bem lá?

    E as leituras na lingua portuguesa andam bem? Lembrei-me de outro livro para ti: "A Selva" do ferreira de castro.
    Beijinhos à Ginga e lambidelas ao Mandela.

     
  • Às 5:05 da tarde , Blogger Riky Martin disse...

    Pitanga, um escritor que escreve as frases como o Truman Capote nunca será beat... E tu sabes disso. Andas ouvir jazz há anos e diz-me lá o que é que o Capote tem haver com beat no sentido de ritmo... Nos livros desse gajo nunca aconteceu beat… Acima de tudo porque o tipo nunca escreveu enquanto um relator de experiências mas sim como um moralizador de situações.
    O Capote não teve nenhuma crise de inspiração: o Capote nunca teve nada para dizer e limitou o seu trabalho à maldizer sob a forma de livros... mas até a maldizer o gajo foi medíocre...
    O alcoolismo do Truman Capote não faz dele um génio incompreendido nem uma estrela maldita… nem todos os bêbados são criativos.
    Se hoje falamos nele é só porque o lobie gay o foi buscar ao armário como um grande escritor...
    Arte degenerada. Nada mais que isso.

     
  • Às 5:14 da tarde , Blogger pitangajazz disse...

    Tens razão amigo Ricky e mais uma vez és crú nas tuas críticas.

    Eu confesso que não conheço muito bem a obra do Capote, sei que os seus primeiros livros estão cheios de futilidades e ele nem sequer se encontra entre os meus escritores de eleição.

    Apesar disto, gostei bastante do filme porque ele explora o egocentrismo doentio do Capote mas de uma maneira muito discreta. Não o considero um génio, longe disso, considero-o alguém excêntrico e de certa maneira é interessante de conhecer.

     
  • Às 10:43 da tarde , Blogger Riky Martin disse...

    claro que sim, tens razão e mais a mais eu não vi o filme... li uns livros do gajo e não gostei... e não achei que tivesses razão em meter o bacano na gaveta dos beat.
    +
    eu não sou cru. sou directo.

     

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