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5.22.2006

Atitude

De vez em quando, por motivos profissionais, desloco-me a universidades para fazer exposições relacionadas com a minha área de trabalho: o marketing institucional e a sua aplicabilidade no dia-a-dia de um gestor. Normalmente, durante estas palestras, também apresento as soluções de gestão empresarial e de crédito que a multinacional, onde trabalho, oferece ao mercado.

Nestas acções paralelas, mas complementares à minha actividade profissional, já visitei várias universidades do nosso país, sendo o meu público-alvo habitualmente estudantes dos últimos anos dos cursos de marketing e de comunicação ou alunos de pós-graduações e até mestrados.

Neste contexto, a semana passada fui a duas universidades em Lisboa, em dias diferentes, e como é habitual deparei-me com dois públicos completamente distintos em cada uma das exposições: o entusiasta e o apático.

Até aqui nada de novo, nos meandros do mundo académico sabemos bem que estas duas espécies convivem desde sempre. O que mais me espantou, comparando estas duas exposições (em datas diferentes sublinho), foi a natureza do público apático.

O público apático era composto, imagine-se, por alunos da pós-graduação em marketing de uma das mais prestigiadas universidades de Lisboa. Numa área onde a criatividade, a crítica (construtiva) e a colocação contínua de questões devia ser a regra geral, estava ali um público na sua maioria muito jovem (mais ou menos da minha idade e alguns mais novos) completamente apático em relação à matéria de que estávamos a falar.

Isto fez-me pensar. De vários anos nesta coisa das visitas a universidades foi a primeira vez que senti este tipo de apatia e vindo logo, imagine-se, de pessoas ligadas à minha área: o marketing!

Se por um lado a situação revoltou-me, por outro fez-me pensar que só a facilidade com que actualmente se tira uma pós-graduação pode justificar esta atitude desinteressada. Eu, pessoalmente, se estivesse a pagar mais de 3.000 euros por uma pós-graduação ia procurar aproveitar e evoluir com a aprendizagem de coisas novas que podem ser úteis no meu dia-a-dia.

Isto é um desabafo, porque fez realmente impressão aquela apatia, quando esperava uma postura mais dinâmica e curiosa, como no fundo deve ser a atitude de um Marketeer.

Sublinhe-se que, graças a Deus, eu gosto muito do meu trabalho e, talvez por isso, esperava ver outra atitude da parte dos colegas da mesma área.

2 Comentários:

  • Às 10:18 da manhã , Blogger CM disse...

    O meu receio é que essa atitude "cole" a tudo nesse país...Até me arrepia.

     
  • Às 11:59 da tarde , Blogger chapa disse...

    A apatia começa a ser uma característica demasiado vulgar.

     

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