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12.19.2006

Eu já tinha reparado...












in Jornal METRO, 18/12/06.

12.15.2006

Em prol da MUDANÇA!



Um grupo de voluntários amigos dos animais fez uma incursão ao Canil de Lisboa e, apesar de ser conhecida a degradação do local, a conclusão da sua visita foi a pior possível.

Conheçam alguns exemplos do cenário dantesco com que se depararam:

- Animais subnutridos, são impedidos pelo veterinário (???) de serem resgatados para uma F
AT (Família de Acolhimento Temporário), para que possam recuperar a sua saúde.
- Animais presos sem se conseguirem movimentar ou sentar ou deitar.
- Animais de grandes dimensões colocados em gaiolas minúsculas.
- Dejectos misturados com comida.
- Surtos de pneumonia na grande maioria dos animais, provocados pelas mangueiradas
diárias de água fria, que os funcionários lançam, numa tentativa de limpar a imundície do local.

Estas são apenas algumas das constatações mais imediatas, que por si só já nos causam mau estar.

A comunidade cibernética foi alertada para esta situação e como resultado desta divulgação, nasceu um movimento de cidadania que exige da parte dos responsáveis da Câmara Municipal de Lisboa a mudança imediata na gestão e tratamento dos animais do Canil.

Um movimento de cidadania, do qual solicito que todos façamos parte, porque como já disse, a evolução do Ser Humano constata-se na forma como ele trata os animais e o Mundo em seu redor.
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE ESTE ASSUNTO:

Vejam o filme da visita ao Canil de Lisboa aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=u1oWfx8xkyM

Texto de reclamação sugerido:

Exmo. Senhor Provedor de Justiça,

Os animais domésticos são da responsabilidade das sociedades humanas e não podem ser tratados pelas instituições estatais segundo princípios
que possam ir contra a ética e o desejo dessas mesmas sociedades. A domesticação de cães e gatos e a sua inserção na nossa sociedade
trouxe consigo uma série de obrigações para com os animais que passaram a depender de nós para a sua subsistência.

Tendo as instituições estatais a obrigação de actuarem de acordo com os princípios do Estado, que é em última análise constituído por todos
nós, temos enquanto cidadãos o pleno direito e o dever de exigir o melhoramento concreto, imediato e em larga escala, das condições do
canil/gatil municipal de Lisboa, dando desta forma cumprimento às obrigações que temos para com os animais integrados na nossa
sociedade.

Os métodos usados no canil/gatil municipal de Lisboa são de uma desumanidade chocante, de uma indignidade atroz e contrariam
totalmente o pensamentos e a cultura portuguesa e europeia. Estes métodos são por isso totalmente ilegítimos e criminosos, na medida em
que estão a ser activamente praticados contra a vontade da própria população que paga os impostos usados no financiamento das actividades
do canil/gatil. O Estado não tem o direito de usar o dinheiro dos contribuintes desta forma.

Sei que falo em nome de muitos ao exigir a eliminação de todo o sofrimento desnecessário e a correcção de todos os modos de operação
que possam de alguma forma favorecer a sujeição a maus-tratos ou a prática de actos de negligência sobre os animais que se encontram no
canil/gatil. É extremamente vulgar as pessoas que se dirigem ao canil/gatil municipal de Lisboa sairem de lá psicologicamente abaladas
e até traumatizadas face à violência gratuita que são obrigadas a presenciar naquelas instalações.

Os animais são ali mantidos em condições absolutamente deploráveis e inaceitáveis, contrárias aos mais básicos princípios éticos e
civilizacionais. Chega-se ao cúmulo do tratamento dado aos animais lhes induzir doenças! Será isto normal ou admissível? As boxes do
canil/gatil são autênticas salas de tortura física e psicológica.

A população exige que o canil/gatil municipal de Lisboa seja totalmente remodelado de forma a garantir o tratamento digno e humano
de todos os animais que por lá passem. Que a entrada num canil/gatil jamais possa constituir uma espécie de passaporte para a tortura
oficialmente consentida.

Esta remodelação implicará com certeza a necessidade de se estabelecer novas regras relativamente às condições de entrada, abrigo e adopção
de animais. É imperativo que as novas regras sejam verdadeiramente justas,transparentes, públicas, discutidas com a população e consentâneas com
os padrões éticos mais elevados e a legislação nacional e comunitária, particularmente no que diz respeito aos direitos consagrados aos
animais.

Os animais que chegam ao canil/gatil municipal de Lisboa não são um mero desperdício ou uma qualquer escória eliminável. São seres
sensíveis, altamente enriquecedores das nossas vidas e da nossa sociedade. Seres que caíram indefesos numa teia alicerçada na
indiferença, na conivência e na ignorância dos cidadãos e das próprias organizações do Estado. Este canil/gatil é um verdadeiro atentado às
noções mais básicas de justiça e de respeito pelo outro. É por isso chegado o momento de varrer esta teia tão contrária aos mais
elementares princípios éticos da sociedade portuguesa actual!

Não é legítimo que animais que não constituem perigo evidente para a saúde pública possam ser violentamente capturados nas ruas desta
cidade pela carrinha do canil municipal, tendo em vista fins que em nada vão melhorar as suas vidas, as vidas das suas hipotéticas
famílias ou a sociedade à qual pertencem e a qual lhes deve abrigo.

É ridículo que, logo à partida, se pense em abater animais saudáveis,meramente com base na satisfação de um prazo artificial, mínimo,
mesquinho e desnecessário. A indução de doenças em animais saudáveis,por via dos maus tratos praticados nas próprias instalações do
canil/gatil é indignante, revelando uma total insensibilidade e um atraso surpreendentes aos mais diversos níveis.

Um animal que recebe mangueiradas diárias de água fria na sua própria boxe, sendo deixado a secar, acorrentado num local que só lhe permite
pequenos movimentos, rapidamente contrai pneumonias. Em qualquer canil/gatil, depósitos de animais em salas nauseabundas, de ambiente
infecto e temperatura desconfortável são incompatíveis com a saúde e a sanidade dos animais e dos funcionários dessa instituição.

É injustificável que um animal não tenha espaço para se mover, não veja a luz do dia e esteja acorrentado num espaço exíguo, às vezes
durante meses, por ordem do tribunal! Além disso, falando friamente, e em termos que em muito me desagradam, no caso dos animais com dono
albergados no canil/gatil, o Estado está até a destruir activamente propriedade alheia, devendo ser plenamente processado por isso.

Que exemplo pretende o Estado dar a todas as pessoas, em particular às crianças, que vão ao canil municipal à procura de um animal? Que
princípios lhes está a incutir?

A verdade é que quem vai ao canil/gatil municipal de Lisboa não vai preparado para o que vai encontrar e, quando de lá sai, não é a mesma
pessoa! É traumatizante.

Ninguém pode ficar indiferente à situação destes pobres animais. Ser conivente com as condições e métodos desumanos actualmente praticados
no canil/gatil municipal de Lisboa é estar a apoiar uma instituição que neste momento não passa de um hino à violência por parte do
Estado.

Desagradando-me profundamente a possibilidade de poder estar a ser directa ou indirectamente conivente com esta situação, junto-me por
este meio ao movimento pela exigência da criação de condições realmente dignas e humanas no canil/gatil municipal de Lisboa.

Este meu desejo vai também para todos os outros canis/gatis de Portugal, cujas condições deveriam ser também averiguadas.

No que diz respeito ao novo funcionamento do canil/gatil municipal de Lisboa, gostaria de requerer que se desse especial atenção e se
cumprissem as seguintes medidas:

(1) Instalação de limpadores automáticos que permitam realizar a higiene do canil/gatil sem sujar ou molhar os animais.

(2) Criação de espaços de quarentena, que permitam ter a garantia de que os animais estão saudáveis antes destes serem colocados junto de
outros. Os espaços de quarentena deverão ser sistematicamente desinfectados com virucidas (ex: TriGene), uma vez que os outros
desinfectantes não eliminam vírus.

(3) Abolição da prática de banhos diários com água fria tanto no verão como no inverno.

(4) Instalação de água quente de banhos e secador para tratar adequadamente os animais que dão entrada.

(5) Exigência de condições dignas para albergar os animais, incluindo a presença de luz e de uma cama adequada, sem humidade e frio.

(6) Diminuição do número de boxes e aumento do espaço disponível para cada animal. Criação de boxes que permitam aos animais andar
livremente sem qualquer corrente.

(7) Construção de uma base de dados com uma ficha para cada animal, directamente ligada ao computador do veterinário, havendo actualização
automática dos dados por si inseridos. Cada ficha deverá estar sempre actualizada, sendo toda a informação automaticamente disponibilizada
na internet no que diz respeito a adopção, fotos, tratamento, número de chip, possível necessidade de abate e o seu motivo, etc. Aceitação
de inscrições para voluntários que se disponibilizem a tirar fotos aos animais, para fins de divulgação para adopção. Realização de um
serviço público absolutamente claro e transparente para o cidadão.

( 8 ) Alargamento do horário das adopções aos Sábados e até às 20h30 durante os dias úteis, de modo a permitir que os cidadãos lá possam ir
procurar ou adoptar um animal sem terem que faltar no seu emprego.

(9) Abolição das campanhas de recolha de animais de rua. Ajuda na esterilização e em campanhas de vacinação a baixo custo. Observação de
experiências de grande sucesso já realizadas noutros locais, melhorando-as no que for possível, construindo-se um canil/gatil
exemplar e digno da capital de um país da União Europeia.

(10) O canil/gatil só deverá servir para albergar animais que tenham sofrido acidentes na rua, que estejam em manifesto sofrimento na via
pública, que necessitem de albergue por ordem explícita de um juiz na sequência de um processo de tribunal, ou que lá sejam colocados
temporariamente (em regime de hotel) pelos próprios donos ou por pedido de apoio por parte de ambulâncias do INEM que, em caso de
acidente, não têm autorização para transportar os animais dentro das ambulâncias. Os animais sem dono oficial, deverão ser recuperados pelo
veterinário do canil/gatil e seguir para adopção responsável.

(11) O canil/gatil deverá ser gerido em colaboração com as associações de protecção dos animais.

(12) Dever-se-á eliminar o impedimento de uma pessoa não poder adoptar um animal doente, desde que não se trate de doenças que possam colocar
em perigo a saúde pública.

(13) As remodelações que se venham a fazer não deverão jamais implicar o abate de algum animal que se encontre no canil/gatil municipal de
Lisboa. Se houver necessidade de albergar os animais temporariamente fora do canil, estes deverão ser recolhidos por famílias de
acolhimento temporário, em colaboração com as associações de protecção dos animais.

(14) Abolição dos abates de animais saudáveis no canil/gatil municipal.

(15) Havendo necessidade de abate, este deverá ser feito por meio de métodos indolores, da forma mais humana possível e sem que os outros
animais o percebam.

(16) Disponibilização de um detector de chips que funcione sem pilhas.Há relatos de que os empregados por vezes não verificam se os animais
têm ou não chip por falta de pilhas no aparelho.

(17) Criação imediata de uma página na internet onde as pessoas possam apresentar as suas experiências vividas no canil/gatil municipal de
Lisboa (e noutros canis), a fim de se poder colaborar abertamente com o Exmo. Senhor Provedor de Justiça e órgãos decisores. Estes
testemunhos serão muito úteis na compilação de toda a informação que possa descrever em pormenor o modo de funcionamento actual do
canil/gatil municipal de Lisboa e de todos os outros, a fim de se suprir as insuficiências denunciadas pelos cidadãos.

Com a firme convicção de que o canil/gatil municipal de Lisboa será totalmente remodelado e humanizado, face à rejeição pública da enorme
violência a que os animais ali albergados têm vindo a ser sujeitos, muito respeitosamente solicito ao Exmo. Senhor Provedor de Justiça que
abrace a defesa desta causa de forma decisiva e inabalável.

Com os meus mais sinceros cumprimentos e agradecimentos pela atenção
dispensada,
Me subscrevo,

nome,
morada
telefone
profissão



Estes são os endereços sugeridos para denunciar a situação:

provedor@provedor-jus.pt; gab.presidencia@cm-lisboa.pt ; ver.fcarvalho@cm-lisboa.pt'; 'marina.ferreira@cm-lisboa.pt; 'ver.pedro.feist@cm-lisboa.pt; ver.gabriela.seara@cm-lisboa.pt'; 'ver.antonio.proa@cm-lisboa.pt; 'ver.sergio.pinto@cm-lisboa.pt; 'gab.cdspp@cm-lisboa.pt; 'gab.presidencia@cm-lisboa.pt; 'ver.fcarvalho@cm-lisboa.pt; 'marina.ferreira@cm-lisboa.pt; 'ver.pedro.feist@cm-lisboa.pt; 'ver.gabriela.seara@cm-lisboa.pt; ver.antonio.proa@cm-lisboa.pt'; 'ver.sergio.pinto@cm-lisboa.pt; 'gab.cdspp@cm-lisboa.pt; dmcru.upbc@cm-lisboa.pt'; 'depso@cm-lisboa.pt; dfshs@cm-lisboa.pt'; 'dgep@cm-lisboa.pt; 'dgiat@cm-lisboa.pt; 'dgrh@cm-lisboa.pt; 'dgsph@cm-lisboa.pt; 'dgu1@cm-lisboa.pt; 'dgu2@cm-lisboa.pt; 'dhurs@cm-lisboa.pt; 'dhurs@cm-lisboa.pt; 'dia@cm-lisboa.pt; 'digc@cm-lisboa.pt; 'dip@cm-lisboa.p'; 'dj@cm-lisboa.p'; 'dlu@cm-lisboa.p'; 'dmae@cm-lisboa.pt; 'dmagi@cm-lisboa.pt; 'dmased@cm-lisboa.pt; 'dmau@cm-lisboa.pt; 'dmc@cm-lisboa.pt; 'dmc@cm-lisboa.pt; 'dmcru@cm-lisboa.pt'; 'dmcru.upbc@cm-lisboa.pt'; 'dmc.dpc@cm-lisboa.pt'; 'dpc@cm-lisboa.pt'; 'dpe@cm-lisboa.pt'; 'dmgu.dpe@cm-lisboa.pt'; 'dpi@cm-lisboa.pt'; 'dmpu.dpi@cm-lisboa.pt'; 'dpois@cm-lisboa.pt'; 'dpp@cm-lisboa.pt'; 'dpu@cm-lisboa.pt'; 'dqep@cm-lisboa.pt'; 'drep@cm-lisboa.pt'; 'drgup@cm-lisboa.pt'; 'dmf@cm-lisboa.pt'; 'dmgu@cm-lisboa.pt'; 'dmh@cm-lisboa.pt'; 'dmpcst@cm-lisboa.pt'; 'dmpo@cm-lisboa.pt'; 'dmpu@cm-lisboa.pt'; 'dmrh@cm-lisboa.pt'; 'dmsc@cm-lisboa.pt'; 'dnt@cm-lisboa.pt'; 'drmm@cm-lisboa.pt'; 'dsg@cm-lisboa.pt'; 'dsrt@cm-lisboa.pt'; 'turismo@cm-lisboa.pt'; 'duc@cm-lisboa.pt'; 'rsb@cm-lisboa.pt'; 'dmcru.upbc@cm-lisboa.pt'; 'dmc.dpc@cm-lisboa.pt'; 'dpc@cm-lisboa.pt'; 'dpe@cm-lisboa.pt'; 'dmgu.dpe@cm-lisboa.pt'; 'dpi@cm-lisboa.pt'; 'dmpu.dpi@cm-lisboa.pt'; 'dpois@cm-lisboa.pt'; 'dpp@cm-lisboa.pt'; 'dpu@cm-lisboa.pt'; 'dqep@cm-lisboa.pt ; 'drep@cm-lisboa.pt'; 'drgup@cm-lisboa.pt'; 'drmm@cm-lisboa.pt'; 'dsg@cm-lisboa.pt'; 'dsrt@cm-lisboa.pt; turismo@cm-lisboa.pt ; duc@cm-lisboa.pt ; rsb@cm-lisboa.pt



A TUA AJUDA FARÁ DIFERENÇA NA VIDA DESTES ANIMAIS.
OBRIGADO

12.13.2006